Super Hiper Mega Banner

Entrevista com Isis Valverde sobre Amor.Com

Em Amor.Com, Isis Valverde interpreta Katrina, uma vlogueira super fashionista que criou um canal no YouTube com vídeos caseiros em que dá dicas de moda, maquiagem e comportamento. O canal fez tanto sucesso que Katrina passou a fazer vídeos cada vez mais sofisticados e expor cada vez mais sua vida particular para saciar a curiosidade de um número ascendente de seguidores. Ela tem muito orgulho de seu trabalho e de seu sucesso, mas a constante preocupação com a própria imagem e com a opinião de seus fãs e patrocinadores estão cansando Katrina. A atriz fala mais sobre sua personagem e filme na entrevista a seguir:

Quem é Katrina?
Katrina Souto! Ela é uma mistura de várias mulheres, como todas nós e ao longo do filme, ela vai descobrindo essas facetas, que eu acho muito interessante. Acho que o principal é o coração iluminado, ela é feliz. Ela tem uma alegria interna que é passada para todos ao longo do filme. Acho que por isso que todo mundo é apaixonado por ela.

Para construir a personagem você buscou inspiração na vida real?
Eu fiz uma pesquisa com seis vlogueiras e elas foram super queridas. Naty Rosa, Nicole, Maria, Tassia e a Lala, elas me acolheram na vida delas e eu fiz uma pesquisa grande de jeito, de gestos, de jeito de falar, como elas se portam na frente das pessoas, como elas se portam na frente de amigos, da familia, no trabalho. Eu absorvi um pouquinho de cada uma. Tem um tiquezinho da Maria, de passar a mao no cabelo quando está nervosa. Achei muito fofo, muito feminino e roubei para Katrina, que também tem esse jeitinho.


O que a Katrina tem da Isis?
Uma coisa que eu aprendi ao longo dos anos de carreira é que todo personagem tem uma coisa sua, não tem como. Eu acho que a Katrina tem esse lado de sempre ver o positivo nas coisas, mesmo ao lado de pessoas que colocam obstáculos na sua vida. Ela faz isso com uma maestria absurda e eu achei incrível.

Qual a principal mensagem do filme?
As pessoas têm a mania de falar que filme de comédia é uma coisa vaga, que nao tem fundo. Esse filme não é assim e eu fiquei muito mexida quando eu li o roteiro. A gente afinou tudo, a Anita (diretora), os roteiristas, todo mundo. Eu acho que a espinha dorsal desse filme é o que assola hoje em dia, o comentário. É essa vida syber, essa vida fake e feita que a internet trouxe. É você deixar que essa outra vida de rede social vire a sua vida real. Mas, qual o limite dessa invasão? Qual o limite da importância dessas pessoas, que você nem conhece, poderem influenciar nas suas decisões reais? Eu acho que a busca do filme é essa: você se encontrar. Quem é realmente você por de trás dessa máscara que você criou? Eu estou totalmente envolvida e apaixonada. Muito Amor.com para a gente.

Qual a importância de um filme como Amor.com nesse momento?
Não querendo vender o peixe, mas, já vendendo, eu acho que o nome Amor.com já diz: amor. Mais amor, por favor. A gente está em um época que, eu não sei se é porque está tudo muito veloz, muito descartável, as pessoas esquecem o real valor do verdadeiro amor na vida, sem interesse, aceitando as diferenças, mais entrega, menos crítica.


A Isis tem a preocupação excessiva com a imagem como a Katrina?
Não, a Isis é muito mais low profile. Eu nem tinha Instagram e, na verdade, o Instagram me pegou pelas fotos, porque eu amo fotografia e capturar momentos da minha vida e de lugares que eu vou. Há poucos dias eu fui para minha casa em Aiuroca e o arco-iris, aquele pasto maravilhoso, montanhas, só pensei em “cara, eu quero dividir com as pessoas essa vista maravilhosa, essa magia” e você pode fazer isso através do Instagram, mas, só tenho ele. No caso da Katrina, o Instagram é, praticamente, o ganha pão dela, já eu, consigo me desvincular disso, não é a minha profissão. Graças a Deus, porque deve ser bem complicado.

Qual a relação da Isis com a moda?
A minha relação com a moda pode ser resumida até numa fala da Katrina. “Eu não uso uma roupa simplesmente porque ela está na moda”. Eu sou bem isso, uso o que me sinto bem. Eu já tive a época do poá, da florzinha, da chita, da romântica, da roqueira. Acho que mudo bastante e dependendo do meu personagem, eu vou absorvendo para a minha vida. E, aí, quando acaba o trabalho, eu já mudo de novo, gosto disso, sempre uma coisa camaleônica e acho que faz bem para a alma. Você vê que está evoluindo.

Qual o figurino ou acessório da Katrina que despertou uma atenção especial na Isis? 
Eu gostei muito da gravata. Ela usa bastante gravatinha, laço, coisas no pescoço e eu nunca tinha usado na minha vida. Quando eu vi, fiquei louca. Aliás, eu fiquei apaixonada por todo o figurino da personagem, apesar dessa coisas não serem muito Isis. Na verdade, eu acho que o figurino inteiro dela é um personagem. Eu costumo dizer para todo mundo que o filme tem a Katrina, o Fernando e o figurino. É quase um personagem e faz parte do filme essa coisa da roupa, da moda, de trazer uma tendência, de trazer a personalidade dela na roupa.


Quem é o Fernando?
O Fernando é apaixonante e eu estou encantada com o trabalho do Gil. Foi uma surpresa, não conhecia o Gil ainda. Foi incrível trabalhar com ele, que é super companheiro e um profissional muito bacana mesmo. O Gil construiu o Fernando um príncipe ao avesso. Ele é o príncipe encantado que ela sempre esperou, que ela sempre sonhou, mas ele está vestido de sapo e depende da visão dela mudar para ela enxergar esse príncipe. Ele é um nerd antenado, se esconde atrás dessa mascara e acaba se perdendo. Eu não posso contar o filme, mas eu espero que vocês acompanhem, ao longo da trama, essa transformação. Eu quero que ela enxergue.

Uma cena difícil?
A cena da primeira briga deles, porque a gente ainda estava encontrando o tom dos personagens. O desejo dela é ser amada por todos. A Katrina sempre batalhou para ser aceita por todos e, de repente, dá de cara com a rejeição agressiva e, com a internet, isso vem de uma maneira bem forte. Nas cenas, estava tudo muito leve e aí veio a cena da briga. Como é um filme alegre, de comédia, a gente teve que encontrar o tom para não ficar muito drama. Mas, tem um drama, o drama deles! Eu e o Gil ficamos quebrando a cabeça antes de fazer, foram 12 horas em cima dessa cena. Muito texto e muita entrega, mas, foi bem legal e muito importante para o filme.

Qual a cena que emocionou?
Eu acho que o filme inteiro, mas uma cena que acho me emocionou mais foi a primeira vez que ela viu o Fernando depois que eles brigaram. Eu nunca senti o meu coração dela tão na mão como naquele dia. A cena ficou muito delicada, mas muito intensa. Sabe quando você é apaixonado por alguém, não vê a pessoa por muito tempo e, de repente, você abre a porta e a pessoa está alí. Aquilo me deu uma palpitação a mais.


Como foi participar do primeiro filme sob a direção da Anita?
Eu conheci a Anita há muito tempo, a gente fez As Brasileiras. Nesses 10 anos que estou na Globo, sempre a via pelo Projac para cima e para baixo fazendo cinema com Daniel (Filho) e com outros diretores. Eu costumo dizer que ela cresceu nesse lugar e só esperava a hora que ela iria falar “vou fazer o meu filme”, momento que o diretor amadurece e se sente pronto. Eu fiquei tão feliz dela ter pensado em mim entre tantas atrizes para escolher. Ela foi lá na minha casa e nós, praticamente, criamos esse filho, o Amor.com, juntas. Foi muito bom ter abertura de poder expor as minhas ideias e os meus sentimentos em relação ao filme para ela, que acolheu com os braços tão abertos. Então, eu só tenho a agradecer. ”Anita, foi lindo! Você tem um coração enorme e, esse filme tem o nome do seu coração, que é inundado de amor. Adorei trabalhar com você. Sorte! Beijo grande”.

Qual é a história do Fernando e da Katrina?
Eu acho que esse encontro dos dois foi o encontro de duas almas gêmeas, com direito a uma licença poética, porque eu, realmente, não acredito em alma gêmea. Eu acredito em em bons encontros, mas, no filme, tem uma magia, uma fantasia. É a história de uma princesa em um castelo e um príncipe ao avesso, um sapo. Ela não sabe que ele é o príncipe dela, mas a vida vai mostrar. Espero que ela aprenda a tempo!

Você já conhecia o mundo nerd?
Já, tenho um primo nerd e com 15 anos, quando eu fui embora de Aiuroca para estudar em Belo Horizonte, eu morei com ele. Ele também tinha a turma nerd dentro do quarto, jogando video game, escutando Led Zeppelin com aquelas camisetas com bichinhos, calça cargo e tênis. Só gênio, galera de 15, 16 anos que sabia tudo de música, de vídeogame, muito antenados.


Nenhum comentário

Todos os comentários do Cine61 são moderados por nossa equipe. Mensagens ofensivas não serão aprovadas. Obrigado pela visita!

Tecnologia do Blogger.