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Conheça a mostra paralela Esses Corpos Indóceis

A mostra Esses Corpos Indóceis exibe seis longas-metragens entre 16 e 17 de setembro, em sessões vespertinas no Cine Brasília. Individualmente ou em seu conjunto, esses filmes demonstram de que maneira os cineastas brasileiros têm voltado suas câmeras para o cotidiano de personagens (reais ou ficcionais) que confrontam as expectativas dessa sociedade, afirmando dessa maneira suas identidades. No dia 18, como um complemento para os filmes, um debate vai juntar atores e personagens, presentes ou não nos filmes exibidos, que nos ajudem a refletir na prática sobre esse estado de mundo onde o próprio corpo é uma forma de resistência. Veja o que será exibido:

Baronesa - Direção: Juliana Antunes - Ficção, 70 min, 2017, MG, 16 anos - Andreia quer se mudar. Leid espera pelo marido preso. Vizinhas em um bairro na periferia de Belo Horizonte, elas tentam se desviar dos perigos de uma guerra do tráfico e evitar as tragédias trazidas junto com a chuva.

Diários de Classe - Direção: Maria Carolina da Silva e Igor Souza - Documentário, 76 min, 2017, BA, 12 anos - Frequentando salas de aula de alfabetização para adultos em escolas na periferia e no presídio feminino em Salvador, o documentário encontra as histórias de três mulheres que buscam sobreviver em um sistema que insiste em apagar suas vidas.

Modo de Produção
Modo de Produção - Direção: Dea Ferraz - Documentário, 76 min, 217, PE, livre - O Sindicato de Trabalhadores Rurais de Ipojuca (PE) é um lugar por onde passa, diariamente, uma massa de pessoas com suas vidas talhadas pela cana. Aposentadorias, demissões, relações de trabalho e um suposto desenvolvimento econômico-social que se avizinha como uma miragem distante ou, quem sabe, fantasma: o Porto de Suape.

Estamos​ ​Todos​ ​Aqui​ - Direção: Rafael Mellim e Chico Santos - Ficção, 21 min, 2017, SP, 14 anos - Rosa não é mais Lucas. Expulsa de casa, ela precisa de um lar. Enquanto busca um lugar no mangue para construir seu barraco, o projeto de expansão da zona portuária avança em direção aos moradores da Favela da Prainha. O filme foi desenvolvido a partir de escrita colaborativa com moradoras da Favela da Prainha, às margens de gigantescas transações do Porto de Santos.

Meu Corpo é Político
Meu Corpo é Político - Direção Alice Riff - Documentário, 71 min, 2017, SP, 12 anos - O filme aborda o cotidiano de quatro militantes LGBT que vivem em periferias de São Paulo. A partir da intimidade e do contexto social dos personagens, o documentário levanta questões contemporâneas sobre a população trans e suas disputas políticas.

Antes do Fim - Direção: Cristiano Burlan - Ficção, 86 min, 2017, SP, 14 anos - Jean sente-se preso na lógica de longevidade que a indústria farmacêutica o impõe e decide planejar um suicídio consciente. Ele convida Helena para que o suicídio seja a dois. Ela, por sua vez, hesita, sabe que viverá bem, inclusive se precisar viver só, mas o ajuda em suas intenções. O silêncio entre eles não revela distância, mas intimidade. São anos de um afeto compartilhado. Juntos, eles prepararão todos os detalhes para o funeral. Ele dança a morte enquanto ela segue ensaiando a vida. Nesse processo, os dois se dão conta de que antes do fim, ainda há uma vida inteira.

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