Super Hiper Mega Banner

Entrevista com Jesuíta Barbosa sobre seu novo filme

Ator de 25 anos, Jesuíta Barbosa estreia como protagonista em dois longas a serem lançados em 2017: Malasartes e o Duelo com a Morte, de Paulo Morelli, e O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues. Também estará na série Onde Nascem os Fortes, de José Luiz Villamarim, na Globo. No cinema, participou de longas como Reza a Lenda, de Homero Olivetto, Praia do Futuro, de Karim Aïnouz, Jonas, de Lô Polliti, Trash: A Esperança Vem Do Lixo, de Stephen Daldry e Christian Duurvoort, Tatuagem, de Hilton Lacerda e Serra Pelada, de Heitor Dhalia. Na Globo, participou das séries Nada Será Como Antes, Justiça, Ligações Perigosas, Amores Roubados e do remake O Rebu. Na entrevista a seguir, o artista fala sobre Malasartes e o Duelo com a Morte.

Você já conhecia o Malasartes? 
Já tinha escutado esse nome, mas era uma lenda longe, não conhecia as histórias dele. Quando eu fiquei sabendo do personagem é que fui me aprofundar. 


Como define o personagem? 
Malasartes é um menino-homem muito arteiro, que arrisca com suas brincadeiras, e para as crianças quando fica perigoso é que fica mais interessante. Ele é um menino do interior, que está imerso num mundo de imaginação, é muito criativo. Não quer ficar fadado ao destino, sempre sai do lugar comum. 

Como foi trabalhar com o Paulo Morelli? 
O Paulo, além de roteirista é o diretor, é o espírito dessa história, ele é um ser brincante. Quando chegava para falar alguma coisa sobre o que estava acontecendo, sobre alguma cena, ele sempre vinha com uma proposta divertida. O legal é que ele atuava junto com a gente, falava como os personagens. Ele foi fundamental, manteve uma leveza constante, como deve ser o filme. O Paulo é o Malasartes. 


Como foi o processo criativo? 
Para compor o Malasartes eu entrei nesse universo caipira, revi os filmes do Mazzaropi que assistia com meu pai, li os contos na preparação. Também aproveitei muito do que tenho de sertanejo, eu sou matuto, mas do Nordeste. Eu sempre vou nesse lugar da criança, de falar e fazer o que quer. Tenho a impressão de que a gente perde o ser brincante quando vira adulto, a gente começa a tentar esquecer a criança, para parecer mais sério. E a ideia que tenho, não só neste como nos outros longas que tenho feito, é que quando a gente volta a ser criança tudo fica mais simples e mais interessante. 

O que o Malasartes trouxe pra você? 
O filme me fez questionar muito sobre o destino. Acho que é um enigma, mas se existe a ideia de destino, é porque existe a ideia de mudança. Para mim o destino é a junção de acasos, é mutável. Acho que a gente veio ao mundo para questionar, para mudar as coisas, tirá-las do lugar. Para deixar que a vida se modifique e tome rumos que a gente nem sabia que podia tomar, é o que tenho tentado fazer tenho tentando burlar.

Nenhum comentário

Todos os comentários do Cine61 são moderados por nossa equipe. Mensagens ofensivas não serão aprovadas. Obrigado pela visita!

Tecnologia do Blogger.