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Pandora transforma desastre nuclear em melodrama sem fim

O desastre de Fukushima alertou o mundo inteiro sobre os perigos da energia nuclear. Amplamente registrado por câmeras de segurança, o tsunami pôde ser visto por inúmeros ângulos, algo que seria impossível há algumas décadas. Depois que toda a cidade japonesa foi esvaziada por causa da radiação, o assunto deixou de estampar as manchetes dos veículos de comunicação. O terror e o drama dos moradores, contudo, persiste até hoje. E foi o que inspirou o cineasta Jong-woo Park em Pandora.


A superprodução sul-coreana chama a atenção pelos bons efeitos especiais, que nada devem a grande filmes de desastres. E o mais incrível é que trata-se de um filme feito pela Netflix, isto é, sem pretensões de ser exibido nas telonas. Unindo ação, suspense e muito drama, o longa-metragem se inspira na história real para contar a tragédia que aconteceu com uma cidade da Coréia do Sul que se tornou vítima da radioatividade após um terremoto.


Para intensificar as emoções, o filme maximiza todas as situações. Tudo é levado ao extremo, o que resulta num trabalho regado pelos excessos. O exagero se dá tanto pela longa duração (2h16), quanto pelas interpretações. Metade da projeção é gritaria e a outra metade é chororô. O melodrama pode funcionar para muitos, mas faltou uma boa edição para lapidar os momentos repetitivos. Por outro lado, a visão asiática sobre o lado humano em situação de sofrimento é um diferencial positivo.


Pandora não é apenas mais um filme de catástrofe como tantos outros blockbusters. O foco não é a destruição e nem explosões. O roteiro reserva espaço para críticas aos governos, provoca revolta e comove - mesmo que utilize os métodos mais desleais do mundo para tentar arrancar lágrimas - o que inclui flashbacks da infância e músicas de piano. A temática é incrível e poderia ser bem melhor se fosse menor e mais objetivo.
Cotação do Cine61DaiblogDaiblog

*Por Michel Toronaga - micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Pandora






Pandora (Coreia do Sul, 2016) Dirigido por Jong-woo Park. Com Do-bin Baek, Bae Gang-Yoo, Kim Gun, Kim Han-Jong, Kwon Hong-Suk, Ji Hyun-Joon...

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