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Bate-papo com Tiago Esmeraldo, de À Margem do Universo

 Um dos filmes que será exibido na Mostra Brasília do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o curta-metragem À Margem do Universo. Com 20 minutos de duração, o título é estrelado por Petra Sunjo, Inikiru Suruawaha, Genivaldo Sampaio, Andrade Junior e Juliana Drummond. Na trama, dois seres alienígenas desembarcam na Terra e o que seria uma rotineira investigação arqueológica em um planeta com população extinta, torna-se a descoberta do maior tesouro da galáxia. Leia a seguir uma entrevista com o cineasta Tiago Esmeraldo.

O que te levou a filmar À Margem do Universo?
Foi numa conversa com outro amigo e colega de trabalho Fáuston. Ele já tinha um rascunho. Como gostaria de fazer um filme sobre os que estão à margem de forma metafórica, achei uma ótima oportunidade de abordar o tema dentro da ficção científica.


Qual sua relação com o gênero ficção científica?
Cara, cresci nos anos 80. Assisti a bastante filmes desse gênero e foi onde meu mundo tinha mais liberdade para sonhar. Gosto muito de gêneros como ficção científica e fantasia. Ali posso explorar a criatividade e falar do dia a dia com outra roupa e com mais liberdade. 

Filmes desse gênero geralmente exigem um alto orçamento. Como driblou isso?
Tentamos fazer um filme mais conceitual, que aproveitasse as paisagens do cerrado e que muita coisa pudesse se resolver no diálogo. Tentamos criar imagens e sons que deixassem a imaginação das pessoas criarem o universo de acordo com o orçamento que cada mente pode imaginar, ou seja, infinito. Além claro, da ajuda de amigos, que deram seu tempo e talento para a realização do projeto.


Ficção científica nacional é algo que não chega muito aos cinemas. Por que será?
A maioria de nós somos consumidores de filmes hollywoodianos, então o padrão do gênero é alto. Na verdade acho que são vários fatores. Mas acredito que uma das maiores dificuldades é que, para fazer um filme desse gênero, precisa de um bom orçamento. E isso é difícil no Brasil. Geralmente o realizador quer entregar ao público  algo bacana, diferente e bem produzido. A linha entre o ridículo e um bom filme é muito fina quando falamos de ficção científica no Brasil.

Seu curta é de 2016. Quais são seus planos para o futuro?
Queremos exibir para o máximo de público que conseguirmos nas salas de exibições. Por isso vamos inscrever À Margem do Universo em festivais e mostras de cinema no Brasil e no mundo e esperamos que ele tenha alguma carreira nesses festivais.

*Por Michel Toronaga - micheltoronaga@cine61.com.br


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