Super Hiper Mega Banner

O cinema é homenageado na mostra 50 Anos em 5 Dias

No ano em que celebra sua edição de número 50, o Festival De Brasília do Cinema Brasileiro vai exibir numa mostra especial uma série de longas e curtas-metragens que marcaram sua história. Em complemento a essa mostra, serão exibidos cinco documentários de longa-metragem que, de maneira bem distinta entre eles, dialogam com a história do cinema brasileiro. São narrativas sobre a realização de filmes clássicos, reflexões sobre a história do Brasil através dos filmes, personagens marcantes na construção dessa história, personagens anônimos em sua luta pela manutenção do cinema como força vital da sociedade e, em especial diálogo com a história do Festival de Brasília, o relato do trabalho de um grupo de intelectuais pela criação de um curso de cinema, tendo entre eles o principal nome da criação do próprio Festival, Paulo Emilio Salles Gomes. São cinco filmes que ajudam a ver, no diálogo com os filmes históricos, a riqueza da história do cinema nacional em seus muitos matizes.

Cine São Paulo
Cine São Paulo, dirigido pela dupla Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli, é focado em um personagem. Seu Chico cresceu brincando no cinema do pai, um majestoso prédio construído em 1910, na pequena Dois Córregos. A vida deste senhor sempre girou em torno do cinema, sua grande paixão. O local foi interditado pela justiça devido à problemas de segurança. Ele agora inicia uma complexa reforma para fazer a sala voltar a funcionar, ainda que não represente mais uma atividade lucrativa.

Escola de Cinema
O Cinema Foi à Feira, de Paulo Hermida, é um documentário sobre os bastidores do filme A Grande Feira, realizado na década de 60 numa Bahia que ainda aprendia a fazer cinema. Trazendo uma reflexão sobre um momento marcante da produção cinematográfica baiana e, em particular, como um acontecimento real “imita” a tragédia anunciada neste seminal filme do Cinema Novo. Já Escola de Cinema, de Angelo Ravazi, tem como sinopse: Entre a ressaca do cinema novo e a ascensão do regime militar brasileiro surge uma escola de cinema.

 Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava
Guarnieri, de Francisco Guarnieri, fala de Gianfrancesco Guarnieri, um ator de grande sucesso na televisão, autor fundamental na história do teatro brasileiro e imagem-síntese do artista engajado. Seus filhos Flávio e Paulo, também atores, assumiram um total distanciamento entre arte, trabalho e política. A partir desses dois retratos geracionais, o neto e diretor Francisco procura refletir sobre o papel do indivíduo na sociedade, na arte e na família. Já Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava, de Fernanda Pessoa, é uma releitura histórica da ditadura militar no Brasil através de imagens e sons das pornochanchadas.

Nenhum comentário

Todos os comentários do Cine61 são moderados por nossa equipe. Mensagens ofensivas não serão aprovadas. Obrigado pela visita!

Tecnologia do Blogger.