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Pendular equilibra os sentimentos com perfeição

Premiado no Festival de Berlim desse ano, o longa-metragem Pendular é um dos fortes concorrentes na mostra competitiva do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme dirigido por Júlia Murat (Histórias que Só Existem Quando Lembradas) estreia esta semana no circuito comercial e fala sobre arte e amor. E também sobre o amor pela arte e arte de amar. Raquel Karro interpreta uma dançarina, enquanto Rodrigo Bolzan vive um artista que faz exposições com suas esculturas. O público pode acompanhar a mudança do casal para um galpão que serve tanto para morar quanto para trabalhar.


Delicado, o filme mostra as sutilezas da vida a dois, com detalhes que soam extremamente verdadeiros. E aqui vale destacar a qualidade da atuação dos atores, que carregam um grau de intimidade e envolvimento nem sempre vistos na telona. Esse relacionamento sincero - que inclui cenas de sexo nuas e cruas - é um dos pontos fortes da produção. E o tom honesto do relacionamento provavelmente se deve ao fato do roteiro ter sido escrito tanto pela diretora Júlia Murat quanto pelo próprio marido, Matias Mariani.


A trama, que é dividida em capítulos, revela o cotidiano dos dois, que dividem sob o mesmo teto, sentem a mesma paixão pela cultura, mas não possuem necessariamente os mesmos planos. Na história, há espaço para a vida social, que inclui jogos com os amigos e festas. O foco, contudo, é a relação entre os protagonistas: seus segredos, seus passados, seus ensaios e processos criativos. Em Pendular, a dança representa, mais do que tudo, uma forma de expressão. Pelos movimentos do próprio corpo, Karro dá voz à sua personagem sem precisar abrir a boca.



Um trabalho belíssimo e muito bem realizado, que chama a atenção também pela parte técnica. A fotografia, a trilha sonora envolvente e todos os outros aspectos da produção funcionam com harmonia. O filme acaba, mas fica a vontade de saber mais da história. Murat tem o mérito de se aproximar tanto da realidade que o resultado é tocante e humano, o que significa expor tanto as qualidades quanto os defeitos das pessoas. Pendular mostra como o equilíbrio e a compreensão são necessários para qualquer relacionamento adulto. E como amar é uma verdadeira arte.
Cotação do Cine61: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

*Por Michel Toronaga - micheltoronaga@cine61.com.br


Veja aqui o trailer do Filme Pendular:


Pendular (Brasil / Argentina / França, 2017) Dirigido por Júlia Murat. Com Raquel Karro, Rodrigo Bolzan, Neto Machado ...

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