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Veja qual é o único filme infantil da Mostra Brasília

Instigado pelo simbolismo de animais selvagens, o brasiliense Renan Montenegro, de 28 anos, teve a ideia para uma história que trata da importância de respeitar as diferenças. No filme O Menino Leão e a Menina Coruja, o diretor aborda virtudes como o respeito e a tolerância por meio de personagens que mesclam características humanas e animalescas. “O leão representa a força e o dia, enquanto a coruja, a sabedoria e a noite, o que vejo como elementos complementares”, define.


Na obra com 16 minutos de duração, o menino leão é um cara popular, influente e autoconfiante. Já a menina coruja é uma aluna aplicada, pouco sociável, com quem o garoto insiste em implicar. Por conta de um conflito entre eles na Escola Filhote Selvagem, o jovem meio humano e meio felino tem de aprender a lidar com as consequências dos seus atos e descobre que os ensinamentos vão além do que imaginava.


A fábula chega à tela do Cine Brasília (106/107 Sul) em 19 de setembro, no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Único voltado para o público infantil, o filme é um dos 13 curtas-metragens e 4 longas-metragens que concorrem ao 22º Troféu Câmara Legislativa na competição exclusiva para produções locais, a Mostra Brasília. “Queremos mostrar a necessidade de respeitar as diferentes formas de as pessoas se adaptarem ao mundo”, resume Montenegro. “Dialogar com esse público e ajudar na formação de opinião dos mais jovens é uma das funções sociais do cinema”, acrescenta o cineasta.


Para compor o elenco mirim, ele conta que, de 70 crianças, 30 foram direcionadas para uma oficina e 10, escolhidas. As gravações duraram oito dias, no Jardim Botânico e no Núcleo Rural Café sem Troco, no Paranoá. Além dos bichos protagonistas, os atores incorporaram os papéis de cobra, seriema, rato, lhama, urso, raposa, pantera, tartaruga, arara, tigre-branco e gorila. O grupo recebeu aulas de kenpo, arte marcial oriental baseada nos movimentos dos animais e em ritmos da natureza.

Cineasta Renan Montenegro. Foto: Gabriel Jabur-Agência Brasília
Os figurinos trazem elementos de cada um deles por meio de maquiagem e roupas que dialogam. “Brincamos com textura e cores que remetem aos bichos representados”, explica Montenegro. No caso do leão, por exemplo, o cabelo do ator lembra a juba do felino, enquanto na coruja os olhos grandes da ave são caracterizados por óculos. A obra foi financiada com R$ 120 mil em recursos do edital de 2014 do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

*Por Gabriela Moll, da Agência Brasília

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