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La La Land é um resgate atual dos musicais

Danças, músicas, conflitos e histórias de amor. Na maioria das vezes, daqueles intensos, marcantes, de tirar água dos olhos. Há anos, o gênero musical invadiu os cinemas e conquistou os adeptos que gostam de  acompanhar um roteiro onde são as canções que ditam a condução narrativa. Mesmo com as fases de queda, o fato é que desde clássicos, como Cantando Na Chuva (1952), de Gene Kelly e Stanley Donen, as novidades nunca pararam. No século 21, Moulin Rouge – Amor em Vermelho (2001), de Baz Luhrmann ou o irreverente Chicago (marca de inovação dos musicais), de Rob Marshall (2002),  dentre outros, mostraram que o gênero permanece atualizado. E forte! 


La La Land – Cantando Estações foi prova dita e vista. O musical que conta a história do músico Sebastian (Ryan Gosling) e da atriz iniciante Mia (Emma Stone) conquistou, das 13 indicações ao Oscar, seis estatuetas: melhor atriz, diretor, música original, fotografia, design de produção e trilha sonora. Merecidamente. A produção encanta, do início ao fim, nas suas 2h08 de duração, que conseguem fazer uma ode aos clássicos musicais, mas, ao mesmo tempo, assumir o tempo atual. 


A trilha sonora puxa pelo jazz tradicional, com imagens vintage e coloridos que mais parecem uma pintura. Linda, por sinal.  Mesmo assim, os carros, a tecnologia e a linguagem são de hoje. É assim que o filme é conduzido a um sonho. Um sonho de artistas potenciais frustrados que almejam pela fama. Mia é atendente de uma cafeteria, mas deseja ser uma atriz famosa. E tem dotes para conseguir o que quer. Já Sebastian é um pianista hábil, mas também malsucedido. 


Nestes redemoinhos do destino, eles se cruzam e revelam uma paixão que, de juvenil, mostra a realidade da vida adulta e suas penosas consequências. Há uma bela conexão entre os atores. E não apenas na química entre eles, mas, na paixão interna pela arte. Emma Stone, de fato, mereceu o título de melhor atriz do ano. Ela se envolve neste amor, embora saiba que é a arte que mais lhe atrai. Engraçado, apaixonante, clichê em alguns pontos (propositais, dá para perceber). Uma bela obra que resgata os pensamentos antigos (sejam eles dos amores platônicos, dos musicais) para a atualidade. 
Cotação do Cine61: Cine61Cine61Cine61Cine61

*Por Clara Camarano - contato@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme La La Land - Cantando Estações:




La La Land (EUA / Hong Kong, 2016) Dirigido por Damien Chazelle. Com Ryan Gosling, Emma Stone, Amiée Conn, Terry Walters, Thom Shelton...

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