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Fractale parece um episódio de Black Mirror

Com apenas 11 episódios, Fractale é uma série de animação baseada num mangá homônimo escrito por Hiroki Azuma. A premissa é maravilhosa e lembra o que seria um episódio da série Black Mirror por mostrar a relação das pessoas com a tecnologia de uma forma sombria. A trama se passa num futuro onde não existe pobreza. O Sistema Fractale distribui uma renda para que toda a população não precise mais trabalhar. Não há desigualdade e todos podem viver bem e ter acesso a dopels - uma espécie de robô/holograma. Tudo parece muito perfeito, mas as coisas não são tão simples assim.


A história é focada no menino Clain, que mora numa ilha. Ele é fascinado por objetos do passado, ou seja, antes do sistema Fractale ser estabelecido. Um dia, toda sua rotina - um tanto repleta de tédio - é rompida quando ele vê uma garota chamada Phryne sendo perseguida. Os dois ficam amigos e Phryne presenteia Clain com um broche, que acaba por ativar uma doppel moderna chamada Nessa. A partir daí, Clain conhece um grupo de revolucionários que pretende acabar com o Fractale.


São pessoas que defendem o estilo de vida antigo, uma época onde todos plantavam alimentos na terra e se relacionavam umas com as outras de uma forma mais pessoal - e não por meio comunicadores ou dopels. Mas afinal, será que o Fractale é realmente ruim e merece ser destruído? Clain não concorda com os "terroristas", mas começa a enxergar as coisas de uma forma nova a medida que vai descobrindo os segredos do sistema.


Para receber a renda, a pessoa deve instalar um dispositivo no próprio corpo que permite que ela veja os dopels. Contudo, é necessário fazer "orações" diárias, isto é, enviar seus dados para a rede de computadores que fica no céu. Um dos pontos mais interessantes da história é a relação entre a religião e a tecnologia, visto que existe toda uma devoção ao Fractale. A série provoca inúmeros questionamentos e gera debates sobre como a modernização pode afetar naquilo que nos torna humanos. O único problema é que, em meio a tantas ideias boas, a história passa muito depressa e deixa vários pontos em aberto. Em paralelo à violência e seriedade de muitas situações, estão momentos infantis e de humor - o que cria um contraste que prejudica o resultado. Tinha muito potencial, mas é desperdiçado.
Cotação do Cine61: Cine61Cine61

*Por Michel Toronaga - micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer de Fractale:


Fractale (Japão, 2011) Dirigido por Yutaka Yamamoto. Com as vozes de Yū Kobayashi, Minami Tsuda, Kana Hanazawa, Yuka Iguchi, Shintaro Asanuma... 

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