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Margot Robbie fala sobre Eu, Tonya

Tonya Harding dominava o gelo com perícia sem rivais. Ela conseguiu superar sua infância pobre e ser campeã do Campeonato de Patinação no gelo do Reino Unido e segunda colocada no campeonato mundial. Porém, ela dominou as manchetes por algo totalmente diferente, depois que seu marido tentou incapacitar uma de suas concorrentes quebrando a perna dela durante as Olimpíadas de 1994. Eu, Tonya, é uma visão, às vezes, absurda, trágica e hilária de uma mulher no centro do maior escândalo na história do esporte nos Estados Unidos. No longa-metragem, Margot Robbie interpreta a protagonista. A artista também foi uma das produtoras e, na entrevista a seguir, comenta sobre o filme:


Conte-nos sobre o filme Eu, Tonya, e sobre o que é.
O começo do filme resume tudo: é um filme “baseado em entrevistas sem ironia, muito contraditórias e totalmente reais com Tonya Harding e Jeff Gillooly”. Explica a estrutura dessa história – não é um filme convencionalmente estruturado, isso por que é baseado nessas duas entrevistas completamente contraditórias entre Tonya e Jeff. E é assim que Steven desenhou o roteiro – ao redor dessas intensas entrevistas.

Onde fizeram as filmagens?
Em Atlanta. Tonya morava em Portland, então obviamente visitamos locais lá, mas Atlanta era a melhor escolha. Nos proveu o que precisávamos, e, com a indústria crescendo lá, tivemos acesso a uma ótima equipe.


Conte-nos sobre o processo de escolher o elenco.
O que Julianne Nicholson fez foi incrível com a personagem Diane Rawlinson, treinadora de Tonya, foi interpretar o que todos estavam assistindo. Quantas vezes paramos e assistimos a algo ruim acontecer e ficamos pensando se devemos fazer algo? Diane estava em uma posição complicada, pelo menos a Diane que retratamos no filme. Ela é como uma figura maternal para Tonya, mas Tonya não é sua filha. Precisávamos de uma atriz excepcional para fazer o que Julianne fez. Foi uma filmagem difícil. Qualquer um que já fez um filme Indie lhe dirá que é uma batalha. E especialmente para esse projeto, tínhamos pouco tempo para filmar muitas cenas e uma quantidade limitada de dinheiro. Todos – elenco e equipe – tiveram de sofrer pelo filme para fazer acontecer. E eles fizeram. Não só tivemos atores excepcionais, mas eles foram além do que vemos os atores fazendo... o mesmo para a equipe. Esse é o tipo de filme que não daria certo sem esse nível de paixão e comprometimento.


Como sua pesquisa a respeito de Tonya Harding acrescentou ao filme?
Existem muitos ótimos vídeos de Tonya online. Não só de quando ela foi condenada – tem um documentário feito sobre ela quando ela tinha 15, é claro, tem o programa 30 for 30 sobre ela quando adulta e todo o resto. Da perspectiva de interpretação, as filmagens tiveram muito valor para pegar o sotaque e maneirismos dela. Passei muito tempo assistindo a esses vídeos. Algumas frases dela acabaram chegando no filme, mesmo não estando escritas no roteiro. Então, o filme inclui pequenas coisas que Tonya especificamente disse aqui e ali. A pesquisa também ajudou quando estávamos filmando a coreografia de patinação – conseguimos replicar a rotina exata de Tonya. Eu estava no YouTube quase a cada segundo dessa filmagem. Eu lembro de Julianne dizer “O que Diane diria a Tonya logo antes da apresentação nas Olimpíadas?”. E em grande parte dos vídeos podemos ouvir o que Diane estava dizendo, mas lembrei de um clipe do qual um site de notícias qualquer conseguiu o áudio. Então pudemos saber exatamente o que Diane disse a Tonya logo antes dela ir par ao gelo. Temos muitos momentos como esse, dos quais pudemos replicar o diálogo palavra a palavra, momento a momento. Também encontramos online muitas imagens de Tonya, o que inspirou a visão de Craig e a estética de muitos momentos.

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