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Cine Cleo celebra o Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher está chegando. Em celebração ao gênero feminino, um grupo formado por cineastas, diretoras, atrizes, técnicas e pesquisadoras na área audiovisual da capital criou um projeto cinematográfico que, desde outubro de 2017, abre espaço em Brasília para exibição de filmes gratuitos, com produções realizadas apenas por elas. Mulheres dos quatro cantos do Brasil que mostram seu potencial na frente e atrás das lentes das câmeras.  Elas criaram o cineclube Cine Cleo, em homenagem a Cleo de Verberena (1909- 1972), a primeira mulher brasileira a dirigir um longa-metragem no país, O Mistério do Dominó Preto, em 1930.  

Foto: Ivan Viana
Nome escolhido e com força e garra para escrever um projeto, as idealizadoras brasilienses conseguiram um local para se firmar na capital federal. O Cine Cleo tem tomado conta da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (Conic – Setor de Diversões Sul). As sessões acontecem quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, às 19h, e serão realizadas até agosto de 2018.  Na data de comemoração do Dia Internacional da Mulher, 8 de março (quinta-feira), o cineclube receberá a sessão Inspeções Midiáticas e os filmes Cores e Botas, de Juliana Vicente; Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz; e Autópsia, de Mariana Barreiros.

No Dulcina (Conic), bem no centro do Plano Piloto, dois curtas-metragens e um longa-metragem são sempre exibidos com entrada franca para o público. No final, pesquisadoras ainda debatem os filmes e aproveitam para abrir espaço para as mulheres no mercado cinematográfico nacional. “Começamos a esboçar este projeto em 2015. O intuito era mostrar produções de mulheres ainda não reconhecidas no mercado nacional. Principalmente as que trabalham na área técnica. São várias produções, de qualidade, que conseguimos reunir para mostrar ao público. A ideia se transformou em um cineclube feminino que conseguiu apoio do FAC (Fundo de Apoio à Cultura) e tem conquistado os cinéfilos”, destaca a idealizadora e produtora brasiliense Natália Pires.       

Foto: Thaís Mallon
Para Natália, é uma felicidade trazer este projeto para sua cidade, Brasília, e abrir uma lacuna também para exibição de filmes que estão fora do circuito comercial. Em cada sessão, uma temática é discutida. Ao todo, já foram realizados sete encontros na faculdade. Dentre os temas, Exílios, Tradições e Rupturas, Espelhamento, Velhice e Seus Afetos, Fronteiras de Mim, Ruídos no Deslocamento e Maternidade reuniram produções como Há Terra!, de Ana Vaz; Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé; Muito Romântico, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn (Brasil/Alemanha); A Falta Que Me Faz, de Marilia Rocha, dentre outros. 

Dentre as pesquisadoras, Erika Bauer e Dácia Ibiapina estão dentro da curadoria e em alguns encontros para debater cada sessão. “Reunimos diretoras e pesquisadoras excelentes, que entendem muito do mercado cinematográfico. É um projeto que conseguimos emplacar graças à ajuda de várias mulheres do meio audiovisual. E os filmes são selecionados pelas curadoras Amanda Devulsky, Erika Bauer, Glênis Cardoso e Isabelle Araújo”, pontua Pires. Quem quiser conferir, basta ir ao Dulcina.

Conheça a equipe do Cine Cleo
Curadoria: Amanda Devulsky, Erika Bauer, Glênis Cardoso, Isabelle Araújo
Produção executiva: Natália Pires
Direção de produção: Natália Pires
Produção técnica: Mari Mira e Janaína Montalvão
Design e assessoria de comunicação: Flora Egécia (Estúdio Cajuína) Bianca Novais (Estúdio Cajuína)
Assessoria de imprensa: Baú Comunicação Integrada
Social media: Tainá Seixas

Serviço
Cine Cleo (Cineclube das mulheres)
Em cartaz até agosto de 2018, quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, às 19h.
Local: Na sala 307  da Faculdade Dulcina de Moraes – Conic (SDS)
Para mais informações veja a página:  https://www.facebook.com/cinecleo/

*Por Clara Camarano - contato@cine61.com.br

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