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Com Amor, Simon prova que o amor é para todos

Adaptações de livros para o cinema sempre são uma dor de cabeça para os fãs. Primeiro vem a empolgação de ver a obra querida nas telas, depois chegam os questionamentos, em looping. Será que vai ficar bom? Os atores combinam? Vão passar a mensagem da obra corretamente? E tantos outros mais. Felizmente, as respostas das três primeiras perguntas para Com Amor, Simon são sim, sim e sim. Originalmente lançado por aqui como Simon Vs. a Agenda Homo Sapiens, o livro conta a história do Simon (né?), um estudante do ensino médio que levava uma vida tranquila até o dia em que um colega do clube de teatro, Martin, descobre que ele é gay. Não que Simon tenha alguma preocupação quanto a própria sexualidade, ele apenas gostaria de deixar o drama de sair do armário para depois. Martin, então, começa a chantageá-lo, ameaçando contar seu segredo para escola toda caso Simon não o “arranje” com Abby, sua amiga. E o pior: isso também implicaria em abalar sua relação com Blue, o correspondente e confidente misterioso por quem se apaixona a cada e-mail trocado.


Falando do filme: mesmo plot e várias modificações na narrativa, que é simples, mas bem amarrada. Porém, não se assuste! A essência está toda lá; sobre amor, amizade e aceitação. Temos os mesmos personagens cativantes, as mesmas passagens importantes. Empolga. Emociona! Quando as luzes da sessão se acenderam, não enxerguei ninguém que não estivesse sorrindo (alguns com os olhos um tanto vermelhos).


Com Amor, Simon também merece destaque por sua diversidade. Lembro que, quando li o livro, me impressionou positivamente o fato de Abby ser negra e atlética. Afinal, o estereótipo da garota popular geralmente é branca, loira e magra. A Abby do filme é igualzinha a do papel. E temos vários personagens negros, inclusive a professora de teatro, que rouba a cena sempre que aparece. Falando ainda sobre padrões, a melhor amiga de Simon, Leah (interpretada por Katherine Longford, da série Os 13 Porquês), também não se encaixa no dito “corpo hollywoodiano”. Ver mais gente como a gente no cinema é sempre um respiro de alívio.


Por fim, o longa pode ser resumido na frase de divulgação do cartaz brasileiro, “todo mundo merece uma grande história de amor”. Não importa se você é hetero, gay, lésbica, bi, pan, assexual. Caucasiano, afrodescendente, asiático, latino, polinésio. Cristão, muçulmano, judeu ou budista. Com Amor, Simon é um filme para TODOS. E, olha, a mensagem da história é tão universal que não me espantaria ver, no futuro, Simon virando aquele clássico que para o Brasil na Sessão da Tarde.
Cotação do Cine61: Cine61Cine61Cine61Cine61

*Por Marina Oliveira - Especial para o Cine61

Veja aqui o trailer do filme Com Amor, Simon:


Love, Simon (EUA, 2018) Dirigido por Greg Berlanti. Com Nick Robinson, Jennifer Garner, Josh Duhamel, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Logan Miller, Keiynan Lonsdale, Jorge Lendeborg Jr...

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