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Madame explora dramas cotidianos com sátira e bom humor

O longa francês Madame estreou nos cinemas brasileiros reboliço entre críticos e espectadores. Recheada de reviravoltas, a trama conta a história da governanta Maria (Rossy de Palma), que se vê em uma situação inusitada provocada por sua patroa Anne (Toni Collette). Supersticiosa, a socialite se recusa a receber 13 pessoas à mesa e convence a empregada a juntar-se ao jantar, passando-se por uma amiga das altas rodas sociais.


A reunião é para a despedida de um Caravaggio. O quadro está na família de Bob (Harvey Keitel) há gerações, mas agora precisa ser vendido para quitar dívidas – embora o patriarca não conte nem à própria esposa Anne a motivação da venda. Os convidados formam um grupo heterogêneo e caricato, que facilita e estimula agradáveis momentos de humor: uma criança prodígio, o prefeito e seu namorado, um amigo da família casado, mas que não disfarça ao cortejar a anfitriã, o escritor Steven (Tom Hughes), o filho de Bob, e o marchand David (Michael Smiley), responsável pela negociação do Caravaggio.


Contra todas as expectativas, David se encanta com Maria e ambos iniciam um relacionamento. Mas o namoro não é bem-visto por Anne, que se apavora com a ideia de que seus amigos descubram que sua “amiga espanhola” é, na verdade, sua governanta. A partir dessa premissa, o filme aborda várias questões de forma bem-humorada com doses certas de drama. Com personagens de diversos países como Inglaterra, EUA e Espanha, o roteiro de Amanda Sthers e de Matthew Robbins coloca em pauta questões como relacionamentos, amor, casamento, ciúmes, inveja, culto ao corpo, sexo, dinheiro, traição, classes sociais, sexualidade, violação de normas de conduta e preconceito.


A protagonista Rossy de Palma é por si só um show à parte. A atriz brinda o espectador com uma comédia ao estilo Amodólvar. Entre piadas sujas, sexo e palavrões, o amor aflora em cenas que beiram o piegas, mas que conquistam o coração do público. Paralelo aos acontecimentos, Steven vence seu bloqueio criativo narrando a relação entre sua madrasta e Maria para seu próximo livro. Para isso, incentiva alguns acontecimentos e comportamentos de demais personagens, mesmo que isso gere uma série de mal-entendidos, vários problemas e diversas situações constrangedoras. Mas tudo vale a pena pela arte. Afinal, “pessoas gostam de finais felizes”. Ou não gostam?
Cotação do Cine61: Cine61Cine61Cine61Cine61

*Por Camila Rezende - do Com Pauta

Veja aqui o trailer do filme Madame:


Madame (França, 2017) Dirigido por Amanda Sthers. Com Toni Collette, Harvey Keitel, Rossy de Palma, Michael Smiley, Tom Hughes, Violaine Gillibert, Stanislas Merhar, Sue Cann...

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