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O mal de Alzheimer é tema do curta Minha Mãe, Minha Filha

O mal de Alzheimer é o tema do curta-metragem Minha Mãe, Minha Filha, dirigido por Alexandre Estevanato. O filme foi selecionado para o 4º Cine Jardim – Festival Latino-Americano de Cinema de Belo Jardim, em Pernambuco. O Cine61 - Cinema Fora do Comum conversou com o cineasta. Leia a seguir:

O que te levou a fazer um filme sobre o mal de Alzheimer?
Minha avó paterna desenvolveu a doença de Alzheimer há cerca de cinco anos. Vivemos o drama de ver um ente querido sofrer com essa doença de perto e, não apenas ela, mas todos nós sofremos. É muito complicado saber o que fazer, manter a calma. Chega a ser desesperador em muitos momentos. A roteirista da Estevacine Filmes, Cintia Sumitani, minha esposa, acompanhou minha avó durante os três últimos anos e isso a motivou a querer levantar o diálogo acerca do assunto. Depois de escrever o roteiro e me apresentar, senti uma necessidade urgente de produzir o filme. Foi aí que se deu o start para iniciarmos a produção de Minha Mãe, Minha Filha.


Como foi trabalhar com Eva Wilma, uma das grandes atrizes do nosso país?
Tanto Eva Wilma quanto Helena Ranaldi foram extremamente profissionais. Aprendi muito com elas, houve uma entrega total das duas atrizes para suas personagens, foi incrível.

Você está com dois filmes selecionados. Este e Luiz. O mesmo aconteceu no Festival de Cinema do Paranoá! Como você se sente estando duplamente representado?
Trabalhamos com muito afinco para que nossos filmes toquem as pessoas e causem as mais diversas sensações e reflexões. Ter os dois filmes selecionados em festivais de grande prestígio, como tem acontecido, nos faz acreditar que estamos no caminho certo, aprendendo a cada dia, aperfeiçoando nossos trabalhos, buscando sempre assuntos de relevância que dialoguem com o grande público.


O tema é delicado, mas pode ser abordado com realismo. O que as pessoas podem esperar de Minha Mãe, Minha Filha?
Um filme delicado, emocionante, que apresenta uma triste realidade vivida por milhões de famílias espalhadas pelo mundo e, sobretudo, reflexões a respeito da vida, da família, sobre a valorização a pessoas que amamos.

Como foi a recepção do filme em outras praças? Conta um pouco da ação com a Associação Paulista de Medicina.
As exibições têm sido excelentes, sempre lotadas. O público se emociona muito e o mais interessante vem depois das exibições. Temos promovido debates em torno do assunto, sempre com profissionais renomados da área da saúde intermediando o bate-papo após as sessões. Tem sido muito enriquecedor.


Minha Mãe, Minha Filha, contou com uma campanha de financiamento coletivo para sua produção. Na página da campanha, a produção afirma que filme pretende permear entre a ficção e a realidade de pessoas que sofrem com essa doença que mutila não apenas o doente, mas que também ataca e deixa à flor da pele a família de quem sofre desse terrível mal. Veja o trailer do curta:



*Por Michel Toronaga - micheltoronaga@cine61.com.br

O jornalista viajou a convite da organização do Cine Jardim

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