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Animações, política e experimentalismos na Mostra Competitiva

O penúltimo dia da Mostra Competitiva da 20º edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental aconteceu na última sexta (08). O Cine61 – Cinema Fora do Comum acompanhou a sessão. O primeiro filme a ser exibido, Corp., é uma ótima animação argentina, de Pablo Polledri. O curta-metragem mostra de forma didática a exploração laboral, a poluição ambiental, a mais valia e a corrupção de grandes corporações, sempre visando o lucro no terrível universo do livre mercado.

Sub Terrae
Sub Terrae, um curta experimental da Espanha, de Nayra Sanz Fuentes, começa com imagens de cemitérios para logo em seguida cortar para catadores numa imensidão de lixo. Uma cena impactante para demonstrar a degradação humana e apresentar a reflexão de que a humanidade já está morta. O documentário brasileiro A Viagem de Ícaro, muito bem aplaudido após a exibição, é uma produção goiana, de Kaco Olímpio e Larissa Fernandes. No filme, Bazuca é um catador de materiais recicláveis que sonha voar de avião. O curta faz referência ao fato de pessoas em situações vulneráveis quererem alcançar posições melhores e muitas vezes são impossibilitadas por uma falência do Estado e da sociedade.

A Câmera de João
O destaque do dia fica para o brasileiro Construindo Pontes, de Heloisa Passos. Fortíssimo candidato ao Grande Prêmio Cora Coralina, de melhor filme da Mostra Competitiva. O filme, também muito aplaudido após a exibição, aborda a relação da própria diretora com a família. Um longa importante para os tempos que a sociedade brasileira vive e para o atual momento político do país, com polarizações e a falta de diálogo e empatia com o outro. 

Plantae
Os três últimos exibidos na noite da última sexta (8) são todos filmes brasileiros, Um Filme para Ehuana, de Louise Botkay, acompanha o cotidiano de uma jovem indígena; A Câmera de João, produção goiana de Thori Cardoso, aborda laços familiares a partir da fotografia; e Plantae, uma bonita animação brasileira de Guilherme Gehr, retrata com uma riqueza de detalhes a Floresta Amazônica na perspectiva do olhar de um madeireiro.

*Por Vinícius Remer Silva - Especial para o Cine61 - contato@cine61.com.br

O jornalista viajou a convite da produção do evento

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