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Filhos da Baleia: um anime belo e triste

Filhos da Baleia (Kujira no Kora – 2017) é uma animação que impressiona pela beleza. A produção do estúdio J.C.Staff em parceria com a Netflix não só acerta no trabalho de arte como amarra uma história forte e personagens marcantes. Nesse mundo fantasioso, a pequena ilha de “Baleia de Lama” vive em completa paz e harmonia isolada de outras nações por quase um século, até ser encontrada por outra ilha flutuante.


Acompanhamos Chakuro, jovem escrivão responsável pelos registros oficiais da ilha, em seus embates sobre memória e saber histórico. Seu desejo ardente por novos conhecimentos o leva a descobertas que colocam em cheque tudo que acreditava de sua própria nação, ainda mais quando descobre segredos terríveis escondidos da maioria da população pelos anciões.


Mas não se deixe enganar pelo visual poético dessa animação. No universo ficcional de Filhos da Baleia nada vem sem um alto custo. A ilha, a liberdade, as emoções, o direito a memória ou as escolhas pessoais são moedas de troca para o funcionamento dessas sociedades. Em um exemplo dos diálogos complexos e brutais do enredo, é possível interpretar que um jovem soldado derrotado aceita ser castrado pelo prazer da vingança em uma guerra que nem era sua.


Chakuro talvez seja o melhor observador possível desse novo mundo de guerras e sofrimento. Enquanto todos parecem beirar a loucura, Chakuro se desenvolve como um ser poético. A série infelizmente é curta e os 12 capítulos são insuficientes para explicar diversos elementos ou aprofundar personagens importantes. Chegamos ao final com a sensação de falta, mas desejosos por uma segunda temporada.
Cotação do Cine61 Cine61Cine61Cine61Cine61

*Por Túlio Villafañe - Especial para o Cine61 - contato@cine61.com.br

Veja aqui o trailer da animação Filhos da Baleia:

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