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Produções nacionais dominam sessão da Mostra Competitiva

O segundo dia da Mostra Competitiva da 20º edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica 2018) teve forte presença de produções brasileiras, mas o destaque fica para o documentário italiano Sensible, de Alessandro Quadretti. Na tarde desta quinta (7), no Cine Teatro São Joaquim, o primeiro filme exibido foi Nanã, de Rafael Amorim. A ficção pernambucana retrata o drama da gentrificação em Suape, Pernambuco.

Sensible
O segundo exibido e o mais interessante do dia é a produção Sensible. O documentário mostra como pacientes sofrem com doenças controversas e pouco conhecidas, como a Sensibilidade Química Múltipla (MCS) e Hipersensibilidade Eletromagnética (EHS). No primeiro caso, a condição torna a pessoa intolerante à exposição a substâncias químicas. O segundo, aos campos eletromagnéticos.

Nanã
Não é a primeira vez que o assunto é abordado. Na série ficcional Better Call Saul, da Netflix, o personagem Charles McGill tem a Hipersensibilidade Eletromagnética, mas ela é sempre retratada com muito descrédito. Algo muito diferente de Sensible, que aborda o assunto de forma séria, com entrevistas de especialistas e de vários personagens que têm a condição ou as duas ao mesmo tempo. O filme impressiona ao mostrar como o impacto da tecnologia – em prol da modernidade – está causando doenças na sociedade.

O Diriti de Bdé Buré
O terceiro do dia, o documentário brasileiro Diriti de Bdé Buré, de Silvana Beline, é uma produção local da Cidade de Goiás e narra a vida de uma indígena mestra ceramista que faz a tradicional boneca Karajá. O curta transmite a ideia do conhecimento sendo passado de geração para geração.

Frequências
Frequências e Aracati foram os últimos da noite a serem exibidos e também são duas produções brasileiras. O primeiro, de Adalberto Oliveira, retrata o Farol de Olinda, em Pernambuco. Construído ainda na Segunda Guerra Mundial, o monumento age como um grande observador da cidade e das pessoas. Já o segundo, de Aline Portugal e Julia de Simone, segue a rota do vento Aracati, no Vale do Jaguaribe, no Ceará. E como o fenômeno se estabelece na relação dos homens e paisagem, além de ser um fator cultural para a região.

*Por Vinícius Remer Silva - Especial para o Cine61 - contato@cine61.com.br

O jornalista viajou a convite da produção do evento

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