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Comentários sobre o curta Mesmo Com Tanta Agonia (SP)

A quarta noite da 51ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro lotou mais uma vez o Cine Brasília. Desta vez, São Paulo e Minas Gerais que ganharam a telona com produções que retratam o universo feminino com um quê de surrealismo e poesia. Os filmes do dia fizeram ainda uma crítica voraz à banalização das redes sociais. A começar pelo curta-metragem Mesmo Com Tanta Agonia (SP), de Alice Andrade Drummond, que mostra a rotina de uma jovem que tem sua viagem de metrô interrompida após uma pessoa ser encontrada nos trilhos do trem.


O filme começa com uma bela fotografia dentro da cozinha de um restaurante. Por lá, a jovem trabalha no preparo dos pratos para atender os clientes e troca figurinhas com as colegas de trabalho. Depois, ela sai e enfrenta a lotação cotidiana do metrô na cidade de São Paulo. É quando acontece uma tragédia. Mas sua vida não para. Em meio ao casos e a um vazio existencial, de repente são fatos menores que ganham o foco. Meninas que comemoram o aniversário de uma amiguinha e começam a gravar stories (Instagram) e vídeos sobre o acontecimento.


Nesta hora, o filme assume uma narrativa surrealista e sem nexo com o foco principal da história. As gargalhadas acompanham o nonsense e a festa das meninas nas redes em busca de mais curtidas e seguidores. Se era para fazer uma crítica, no entanto, o curta fica na superficialidade de acontecimentos que não se fecham e são apenas jogados para o espectador.
*Por Clara Camarano - contato@cine61.com.br

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