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Festival estreia mostra Territórios Audiovisuais Indígenas

O 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro lançou este ano a primeira edição da Mostra Territórios Audiovisuais Indígenas. Os filmes serão projetados em um telão instalado no terreiro do Memorial do Povos Indígenas. A mostra ocorre no âmbito do projeto Cultura Vivas e exibe nove produções, até 18 de setembro, com entrada gratuita e sem caráter competitivo. A curadoria dos filmes apresentados é uma parceria do festival com a Ascuri (Associação Cultural de Realizadores Indígenas).

Ava Marangatu
A mostra terá início no sábado, dia 15, às 16h, com uma roda de conversa entre realizadores indigenistas e indígenas. Logo após a roda, às 19h, as projeções começam com o documentário Jerosy puku – O grande canto, de Ademilson Kikito Concianza, realizado em parceria com a Ascuri. A ficção Avaxi para’i: semente, de Vinicius Toro, fecha a programação do primeiro dia de exibições.

Jerosy Puku
“Esse momento mostra uma alternativa à produção cinematográfica brasileira, em contraposição ao modelo hegemônico. É importante para todos que a diversidade do cinema esteja presente no maior festival do Brasil, revelando suas lutas, desejos e particularidades, e também que esse espaço se consolide e abra todos os anos”, destaca o cineasta indígena, Gilmar Galache, que fez a curadoria dos filmes pela Ascuri, associação parceira da Escola de Cinema e Arte de La Paz (Bolívia).

Xamoié Pará
Nesta primeira edição, a Mostra Territórios Audiovisuais Indígenas cria diálogo com o Cine Memorial, projeto já realizado no âmbito do projeto Culturas Vivas, desenvolvido desde o início deste ano pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

Teko Haxy
“Uma mostra com esse tema dentro do Festival de Brasília é uma conquista importante para os Povos Indígenas. Possibilita a aproximação com os modos indígenas de realizar a arte do cinema, e com aspectos importantes de suas histórias de vida e luta”, ressalta a coordenadora do projeto Culturas Vivas, Guta Assirati, do Centro de Trabalho Indigenista.

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