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Longa de Gustavo Vinagre na mostra Festival dos Festivais

Lembro Mais dos Corvos, o primeiro longa-metragem de Gustavo Vinagre, será exibido no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, na Mostra “Festival dos Festivais”, nesta quarta (19), às 14h30 e 19h. O filme, que teve sua estreia na Mostra Aurora do Festival de Tiradentes, em janeiro de 2018, teve sua protagonista Julia Katharine premiada com o troféu Helena Ignez. O filme é um monólogo de uma personagem em uma noite de insônia que mistura documentário, ficção e improviso.  O diretor e a atriz se se conhecem há dez anos e já fizeram três curtas-metragens juntos (Os cuidados que se tem com o cuidado que os outros devem ter consigo mesmos, Filme-catástrofe e o inédito Medo medo medo).


Lembro Mais dos Corvos é baseado em histórias da própria atriz e coisas que o diretor imaginava sobre sua vida. “Tem a ‘parte mágica’, que só acontece ali, naquele momento com a câmera ligada. O tempo cômico da Julia é algo que sempre me impressionou muito, e que eu ainda quero explorar numa comédia escrachada num futuro próximo", explica Vinagre. "Ele me deu muita liberdade, em momento nenhum sentamos para escrever diálogos. Parecia que eu estava fazendo terapia, porque ficou eu e uma equipe muita pequena a noite toda juntos. Uma noite e sem segundo take", conta Julia Katharine, a primeira atriz trans a ganhar um prêmio em Tiradentes. 


Ponto de destaque do filme é a mistura entre as linguagens ficcional e documental, característica de Vinagre. Com uma carreira de filmes que o torna um dos cineastas mais prolíficos do circuito independente brasileiro, o diretor também é conhecido pelo filme pornográfico Nova Dubai, um média-metragem que teve uma carreira extensa em festivais, mesmo com uma duração tão atípica. "Meus filmes mais ficcionais possuem uma tendência a ser mais corais, com muitos personagens. Já os mais documentais, geralmente são filmes de personagem, centrados em um só. É o caso de ‘Filme para poeta cego’, ‘La llamada’, ‘Mãos que curam’.


Vinagre ressalta ainda que em Lembro Mais dos Corvos há um exercício ainda maior de condensação, apesar de ser um longa. “Aqui, fui seduzido por reduzir isso a uma viagem pela imaginação através da fala de uma única personagem. Faço documentários sobre sonhos, anseios, desejos, fetiches. São documentários sobre as ficções mais íntimas dos personagens. Os sonhos são reais, portanto são documentáveis”, completa. Lembro Mais dos Corvos já foi exibido em vários festivais mundo afora, tendo sido premiado no 15º IndieLisboa, na 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes, e no 40th Cinéma du Reel  e já está selecionado dos festivais de Viena, Hamburgo,  Mar del Plata e o Pink – Festival LGBT de Bruxelas.

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