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Últimos dias para ajudar o doc-ficção Rumos

Os cineastas Marcus Azevedo e Bruno Victor, diretores do curta-metragem Afronte, estão produzindo o segundo curta-metragem da carreira. Desta vez, a dupla centra a narrativa cinematográfica no sistema de cotas adotado há 15 anos na Universidade de Brasília (UnB). O projeto de doc-ficção Rumo está em processo de arrecadação de crowfunding para que a produção seja finalmente viabilizada.

A UnB foi a primeira universidade federal do país a implementar a cota baseada pelo recorte de raça no Brasil a partir de 2003. A intenção era estimular a ocupação de vagas nos diversos cursos oferecidos na instituição por grande parcela da população brasileira negligenciada e afastada pelo sistema educacional de ensino superior do Brasil: os negros e pardos.  “As Cotas Raciais tiveram um impacto muito grande, no sentido de apresentar novas perspectivas para a população negra no Brasil. Quantos de nós foram os primeiros de suas famílias a entrar numa universidade? Isso é muito representativo”, refletem os realizadores.


A iniciativa proporcionou uma maior diversidade de alunos na instituição e tiveram um impacto determinante para os estudantes que ingressaram na universidade por meio do sistema. “A imagem de negros e negras se formando em diferentes cursos, tornando-se advogados, professores, cineastas e tantas outras profissões é muito importante também para a autoestima dos mais  jovens que vislumbram novas possibilidades para suas vidas”, afirmam os documentaristas. 

O filme, híbrido de documentário e ficção, narra a história de Leni e Samuel (os atores Leni Ângela e Samuel Veloso). Mãe e filho vivem na periferia do Distrito Federal, na cidade satélite do Pôr do Sol e precisam trabalhar duro para garantir o sustento da casa. Em comum, os dois dividem a paixão pelos estudos e a vontade de obter um diploma universitário. 


A dupla de diretores entrou no curso de comunicação da Universidade de Brasília (UnB) por meio do sistema de cotas. Azevedo e Victor sentiram pessoalmente a importância da política pública adotada no sistema educacional brasileiro para reduzir as desigualdades sociais e raciais nas universidades brasileiras. E, portanto, consideram importante levantar o debate em torno da questão das cotas raciais no momento histórico e político que o país vem enfrentando:

“Discutir sobre as cotas raciais e as mudanças que elas propiciaram é muito importante, principalmente, no momento político em que nos encontramos. Mostrar que foi uma conquista após  muitos anos de luta do movimento negro. Além de ajudar a levar mais informação sobre o que são as cotas raciais para a população porque a desinformação ajuda muita gente a ser contra as cotas raciais”, declaram. Ajude aqui.

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